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 CASTRAÇÃO: Benefícios e Mitos

O que é castração?

É uma cirurgia que impede a procriação sem controle de cães e gatos (machos e fêmeas). Consiste na retirada de ovários e útero no casa da fêmea, e dos testículos no caso do macho. Machos e fêmeas podem ser esterilizados a partir dos 4 meses de idade.
Lembramos que o gato se reproduz de 3 em 3 meses, e o cachorro de 6 em 6 meses, ficando difícil encontrar um lar para todos os filhotes.

Vantagens

- Solução definitiva contra a reprodução desenfreada;
- Menor risco de câncer de útero, mama, ovário e próstata;
- O cio e o sangramento deixam de ocorrer;
- A esterilização favorece uma boa qualidade de vida do animal;

Para gatos, há ainda mais vantagens:

- O macho perde o hábito de urinar para demarcar território;
- Termina o incômodo do barulho em função dos cios;
- O animal fica mais caseiro e assim acabam as fugas, que geralmente acarretam atropelamentos e maus tratos.

CASTRAR, SIM, E O QUANTO ANTES

O início da puberdade - que nada mais é do que o começo da produção dos hormônios sexuais - significa mudanças para sempre no organismo e no comportamento do cão e gato, que podem ser o ponto de partida para o desenvolvimento de maus-hábitos. Por esse motivo, cada vez mais os comportamentalistas estão optando por recomendar a castração, quando não há intenção de reproduzir o cão ou gato, de preferência, antes dos oito meses de idade em cães e antes dos 6 meses de idade em gatos. A ação dos hormônios sexuais dá início a comportamentos que podem continuar mesmo depois da castração, devido ao animal se acostumar a eles. Do ponto de vista veterinário, a castração é o único meio de evitar a reprodução que previne, ao mesmo tempo, tumores no aparelho reprodutivo, muito comuns nos cães com idade madura e mais avançada. O problema resulta do processo de multiplicação exagerada de células em órgãos do aparelho reprodutor, estimulado pelos hormônios sexuais.

Castrar a fêmea antes dos 8 meses também é recomendado. Nas fêmeas que fazem a cirurgia depois de entrar na puberdade, os casos de tumores nas mamas diminuem, mas não se tornam quase nulos como acontece quando a castração é precoce. No Brasil, há veterinários castrando aos 5 ou 6 meses de idade, costume mais generalizado nos Estados Unidos.

As técnicas cirúrgica e anestésica usadas em nosso país permitem realizar a castração precoce com grande segurança. A cirurgia é feita rapidamente com pequenas incisões - nos machos a operação dura apenas 20 minutos e 40 nas fêmeas, sem precisar de internação.

Nos Estados Unidos, torna-se cada vez mais comum castrar filhotes com apenas 7 ou 8 semanas de vida. Elimina-se qualquer chance de gravidez precoce e a tecnologia permite esse avanço. A opção pela castração com cerca de 1 ano de idade (para dar tempo dos hormônios sexuais agirem) perde adeptos dia após dia. Não foram jamais provadas as teorias pelas quais essa estratégia estimularia a hipófise a produzir o hormônio do crescimento, a desenvolver a ossatura e o macho a ganhar massa muscular. Pelo contrário, não é raro ver cães castrados mais desenvolvidos do que seus irmãos não-castrados.

IDÉIAS ERRADAS

Há várias idéias falsas sobre os efeitos prejudiciais da castração nos cães. Conheça as mais comuns:

Cão castrado é mais propenso a problemas de saúde.
FALSO. A probabilidade de pegar doenças não aumenta com a castração. Antes pelo contrário: a retirada de útero e dos ovários, ou testículos, acaba com a possibilidade de infecções e tumores naqueles órgãos, e de complicações ligadas à gravidez e ao parto. Sem acasalamentos, as doenças sexualmente transmissíveis deixam de representar risco. Cai a incidência de tumores da mama.

Acasalar deixa o macho emocionalmente mais estável.
FALSO. Dependendo das disputas, o acasalamento pode até causar instabilidade emocional.

A fêmea precisa ter crias para manter o equilíbrio emocional.
FALSO. Não há relação entre os dois fatos. O equilíbrio emocional fica completo com a maturidade, que ocorre por volta dos dois anos nos cães castrados. Se uma cadela se mostrar mais calma e responsável depois da primeira ninhada, é porque amadureceu devido a ter avançado na idade e não porque se tornou mãe.

A falta de prática sexual causa sofrimento.
FALSO. O que leva o cão à iniciativa de acasalar é exclusivamente o instinto de procriar, e não o prazer nem a necessidade afetiva. O sofrimento pode atingir machos não castrados. Por exemplo, se vivem com fêmeas e não podem cruzar, ficam mais agitados, agressivos, não comem e perdem peso.

Castrar reduz a agressividade do cão de guarda.
FALSO. A agressividade necessária para a guarda é determinada pelos instintos territorial e de caça e às vezes pelo treinamento, sem ser alterada pela castração. A dominância e a disputa sexual criam oportunidades para o cão usar a agressividade que tem, mas não são a causa dela.


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