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Alimentação Natural para Cães

Embora não faça tanto tempo assim, aparentemente nos esquecemos do que comiam os cães dos nossos pais e avós. No Brasil, há cerca de 30 anos, não existiam rações industrializadas para pets e os donos de cães os alimentavam com os mesmos ingredientes presentes na nossa alimentação: arroz, carnes, legumes, frutas… E foi com esse tipo de alimento que os cães foram criados, desde a domesticação dos lobos até o século XX, incluindo aí o período de formação de muitas das raças que conhecemos hoje.

A ração industrializada para cães “nasceu” no período pós-Segunda Guerra Mundial. Foi ganhando popularidade e hoje ela representa, para a maioria dos proprietários de pets, a única opção de alimentação. Sem dúvida a ração é uma alternativa muito prática e que supre as necessidades energéticas e de nutrientes conhecidos. Mas será que ela é mesmo a única (e a melhor) opção?

No final dos anos 80 dois cirurgiões veterinários australianos observaram um declínio generalizado na saúde dos cães com o aumento significativo de doenças crônicas, alergias, dermatites, tártaro, etc., à medida que os alimentos industrializados foram se popularizando na Austrália. Diante dessa situação, ambos os veterinários decidiram voltar a alimentar os cães à moda antiga, ou seja, com comida caseira.

Com essa experiência os dois observaram os mesmos resultados: uma visível recuperação nas condições gerais de saúde destes cães. Eles começaram então a estudar uma maneira de alimentar os pets de modo a preservar ao máximo a saúde, e passaram a observar os hábitos alimentares naturais de lobos, coiotes, raposas. Carnívoros selvagens caçam suas presas, as abatem e as comem. Seguindo esse conceito básico cada um desses veterinários encontrou uma forma de tentar imitar na alimentação dos nossos animais de estimação a dieta dos carnívoros selvagens.

Desses estudos surgiram duas correntes “ideológicas”; cada uma defendida por um desses veterinários: o Dr. Ian Billinghurst, criou a dieta BARF (Biologically Appropriate Raw Food - Comida Crua Biologicamente Apropriada) que oferece aos pets carne crua, ossos crus, legumes crus e uma série de suplementos vitamínicos e minerais; e o Dr. Tom Lonsdale defende uma dieta baseada na oferta de apenas carcaças de animais, a “Prey Model Diet”, ou dieta de modelo de presa.

Acompanhando esse mesmo raciocínio de imitação dos carnívoros selvagens, diversos veterinários e criadores desenvolveram variações semelhantes a uma ou à outra dieta. Um exemplo dessas variações pode ser conferido no site Cachorro Verde (www.cachorroverde.com.br). Lá oferecemos sugestões de cardápios para uma dieta que tenta unir o melhor da BARF e da Prey Model Diet: a oferta variada de legumes, frutas e óleos vegetais para garantir fontes naturais de micronutrientes e a (quase) ausência de suplementos sintéticos, comprovadamente menos eficazes do que as fontes naturais.

Que tipo de dieta é mais correta? Todas. Um assunto tão complexo como nutrição nunca será definitivamente estabelecido. Cada um tem suas razões para preferir um ou outro modelo de alimentação natural crua. Mas um fato incontestável e comum às dietas naturais é que elas melhoram muito a saúde dos pets em comparação com as rações comerciais.

Veja abaixo alguns benefícios de se alimentar carnívoros domésticos com aquilo que o organismo deles melhor sabe aproveitar: carne e ossos de verdade!

 - A alimentação natural favorece cães de pelagem longa ou com grande tendência a soltar pêlos. A ingestão de mais proteínas e de proteínas de qualidade, com alta digestibilidade, é essencial para a saúde dos pêlos, afinal, os pêlos são feitos de proteína. Ao ingerir carne crua de fontes variadas, seu cão desenvolverá uma pelagem mais macia, mais brilhante, mais resistente e a queda ficará restrita às trocas anuais;

 - Muitos cães são propensos a apresentar alergias dermatológicas ou gastrointestinais e muitos passam boa parte da vida sofrendo com coceiras, vômitos e diarréias que nunca saram. A alimentação natural, por não conter os conservantes, corantes, aromatizantes, palatabilizantes, antibióticos e enriquecedores sintéticos presentes nas rações comerciais, não libera toxinas que acabam levando a casos crônicos de alergias alimentares;

 - Gostamos de ter como companheiros um cães alegres, brincalhões e cheios de energia. Mas quando a saúde está afetada toda essa disposição vai embora e hoje freqüentemente vemos cães relativamente jovens com aspecto cansado, dificuldade para se movimentar, sem disposição para brincadeiras… Graças à baixíssima liberação de toxinas, aliada à alta digestibilidade, a alimentação natural preserva a saúde dos cães em sua melhor forma, até a mais avançada idade! Há relatos de cães alimentados naturalmente que passaram dos 20 anos de idade!

 - É comum alguns criadores terem prejuízos quando padreadores ou matrizes apresentam baixa fertilidade. A oferta regular de alimentos naturais contendo anti-oxidantes, vitaminas e ácidos graxos essenciais preserva e até melhora a capacidade de reprodução de machos e fêmeas, podendo aumentar o número de filhotes por ninhada, a viabilidade de fetos e neonatos, e a qualidade do sêmen e do leite materno;

 - O mau-hálito causado pelo acúmulo de tártaro nos dentes é uma das queixas mais comuns entre os proprietários de cães. A mastigação de ossos crus contendo carne (meaty bones) remove grande parte da placa bacteriana que formará o tártaro. O Cachorro Verde recomenda também que periodicamente se ofereça aos cães um osso grande e cru para roer. Esse osso, além de manter seu cão ocupado e distraído por um tempo, limpará mais profundamente os dentes dele, acabando com o famoso “bafo”. Quer mais? Ossos assim geralmente podem ser conseguidos de graça no açougue. E isso diminui a necessidade das escovações diárias recomendadas pelos veterinários e também grande parte das remoções cirúrgicas de tártaro anuais;

 - Cães de porte grande correm risco de sofrer torção gástrica. Existe comprovação científica de que esse risco é potencializado quando rações comerciais secas são oferecidas. Os grãos de ração aumentam muito de volume quando são umidificados no estômago. A alimentação natural minimiza esse risco por ser um alimento que não fermenta, não aumenta de volume e conta com alto nível de umidade;

 - Nos cardápios sugeridos pelo Cachorro Verde indicamos a oferta de ingredientes que ajudam naturalmente a proteger os cães contra pulgas, carrapatos e vermes intestinais, possibilitando uma redução na aplicação de produtos químicos inseticidas e vermífugos;

 - Esses mesmos produtos, em combinação com todos os ingredientes de alta qualidade selecionados, armazenados e preparados por cada proprietário pessoalmente vão elevar a imunidade natural dos cães, reduzindo o risco de doenças infecciosas. Uma imunidade competente é essencial para a vida de todos os cães, principalmente para aqueles que são submetidos a estresse ou exercício constantes, como os cães de guarda, de exposição, de esporte, ou cães que trabalham em atividades de terapia assistida, cães-guia, etc.;

 - O ato de mastigar os ossos das refeições diárias e de roer ossos para limpeza dos dentes fortalece a musculatura do pescoço e da face, principalmente os maxilares;

 - Todo proprietário de cães sabe que o volume e o odor das fezes não costuma ser lá muito discreto. Uma alimentação com alto nível de umidade, à base de proteínas extremamente digestíveis e de ossos crus produz uma fração das fezes produzidas por uma alimentação à base de grãos. As fezes de cães que comem ossos são extremamente firmes (não chegam nem a marcar o chão) e praticamente não têm cheiro, já que a comida não fermenta no intestino e assim não forma gases mal-cheirosos;

 -  A maioria dos cães de estimação gosta de estar sempre ao lado do dono. Mas sabemos que é muito mais gostoso abraçar um cão limpinho e cheiroso. Aquele conhecido “cheiro de cachorro” é muitas vezes causado pela tentativa do organismo de se livrar das toxinas através da pele. Essas toxinas se misturam à gordura natural da pele e dos pêlos e muitas vezes criam oportunidades para a proliferação bacteriana - a causa do mau-cheiro, bem como de certas dermatites e alergias dermatológicas. Uma alimentação livre de toxinas diminui esse quadro, tornando a pele do seu cão mais saudável;

 - Quem acompanhou o escândalo envolvendo os fabricantes de rações industrializadas para pets nos EUA em 2007 com certeza passou a desconfiar da segurança oferecida por esses produtos. Na alimentação natural é você quem seleciona os ingredientes que seu cão vai consumir. Você tem a chance de oferecer produtos da melhor qualidade e se certificar das origens e estado geral de tudo o que ele vai comer;

 - Filhotes de porte grande tendem a crescer muito e depressa. Isso demanda uma alimentação extremamente equilibrada, à base de ingredientes de altíssima qualidade. Com alimentos frescos e variados o filhote crescerá de forma equilibrada e uniforme;

 - Muitos cães costumam ser gulosos e têm tendência a engordar. A obesidade é a porta de entrada para uma série de complicações de saúde. Um cão obeso pode desenvolver como conseqüência do excesso de peso, entre outras coisas, um quadro de diabetes tipo 2, pancreatite, artrose, hérnias, comprometimentos na coluna vertebral, etc. Uma alimentação pobre em carboidratos é a melhor forma de reduzir e manter um cão no peso ideal;

 - A incidência de displasia coxo-femoral em várias raças  ainda é alta e uma forte seleção genética é importante para reduzir os casos de cães displásicos. Mas, além disso, é importante oferecer condições ideais para evitar o desgaste das articulações. Isso inclui a prática regular de exercícios sobre piso aderente, e, claro, uma boa alimentação. Alimentar com comida natural crua vai evitar a liberação de toxinas que poderão se acumular nas articulações, favorecendo inflamações. Existem ainda fontes naturais de protetores articulares que previnem e controlam afecções articulares, ou ainda, podem ser oferecidos como coadjuvantes na terapia medicamentosa;

 - Os cães têm paladar e preferências e não é raro ouvirmos proprietários se queixando de que seu cão enjoou de tal ração ou que anda se recusando a comer o alimento seco. Cães alimentados com dieta natural dificilmente enjoarão do alimento porque comerão refeições diferentes todos os dias. E além do mais, sabemos que a carne é extremamente apelativa ao paladar canino, ou seja, mesmo aqueles mais enjoados para comer têm grandes chances de mudar de opinião sobre a hora da refeição…

 - Muitos cães apresentam os pêlos ao redor dos olhos manchados pela ocorrência de lágrimas. A alimentação natural comprovadamente reduz o lacrimejamento e assim, as manchas nos pêlos;

 - O custo dos alimentos vai depender muito da região onde você mora e dos ingredientes que você selecionar. Mas, de maneira geral os valores para grandes cidades costumam se equiparar aos gastos com rações super premium. Deve-se levar em consideração, porém, que cães alimentados naturalmente terão uma saúde muito melhor e dispensarão outros tipos de despesas como consultas veterinárias freqüentes, aplicação regular de inseticidas e vermífugos, tratamentos para doenças crônicas, etc…

Se interessou? Visite nosso site! O Cachorro Verde disponibiliza cardápios básicos e todas as instruções para quem deseja iniciar cães ou gatos na alimentação natural. Além disso, a equipe do Cachorro Verde está disponível para esclarecer eventuais dúvidas por e-mail.


 

Dra. Kathleen Schwab - Telefone e WhatsApp: (11) 9-7992-7925 - E-mail: vetkath@gmail.com

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